artigos de excursões sem fim nem princípio, no algo enevoado horizonte do Não, o desprezo do típico como inegável paixão..
not your average Lady , Scriptum Tremens , um ser buscando ser , Roman Veli
quarta-feira, agosto 31, 2005
Tudo errado.
Não devia estar aqui,
neste sítio.
Nesta pausa,
entrecortada pelos premeios da álgebra comunicativa sem equação.
Merda.
Tudo errado.
Não me devia deixar ir
para este
sítio nenhum
a descoberto. Deixar fugir a roupa nua e metafórica.
Enfim.
Vai-se estando.
Deixem-me aqui,
neste sítio.
Nesta pausa
reciclada.
À espera de seja o que for,
revivendo a espera anterior.
Imediatamente!
terça-feira, agosto 30, 2005
Always stay free. Believe.
Always stay. Free belief.
Faz-me vibrar.
Faz-me crescer.
Faz-me apagar.
Faz-me doer.
Faz-me agitar.
Faz-me sofrer.
Faz-me fazer.
Faz-me...
Sim, faz-me.
Desintegro-me numa falsa integridade sem objectivo.
Faz-me morrer.
Espero-me numa palpitação sem objectivo.
Faz-me explodir.
Sublinho-me espera sem objectivo.
Faz-me adoecer.
Desiludo-me de esperança sem objectivo.
Faz-me morrer.
Marco-me gado num abate sem objectivo.
Faz-me morrer.
Morro numa hesitação irreflectida da vida sem objectivo.
Faz-me morrer três, quatro, ipselon vezes.
Três, quatro, ipselon vezes sem objectivo.
Foca-me na cadavérica objectiva sem objectivo.
Faz-me apodrecer.
Faz-me renegar, vivo ou morto sem objectivo.
Término cadáver passante.
Luz da sombra da lua. Ilumino-me. Tudo menos tudo.
Faz-me ver cegar.
Faz-me ouvir ensurdecer.
Faz-me sem objectivo.
Faz-me ressoar, ressoar, ressoar, agarrar com força tudo menos tudo. Auricular desejo.
Tremores a ressoar, a ressoar, a ressoar, sem objectivo, a ressoar.
A ressoar.
Faz-me.
Faz-me.
Faz-me.
Faz-me.
Existo, Eu Existo, deus, Eu Existo. Espuma pastosa. Desejo engasgado em bocas de convulsão. Sórdida, atroz, funesta, espuma.
Ali, ali.
Faz-me espalhar-me.
Ali, ali, blblblblbl.
Faz-me doer-me, massacrar-me, existir-me, grrrrrrrrrrrrr, rosna amor comigo, rosna comigo feridas, sem objectivo rosnar.
Agarrem-me sopro de êxtase mau. Atmosfera regelada unívoca.
Faz-me zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.
Faz-me zzzzzzzzzzzzzzzzzzz.
Faz-me zzzzzzzzzzzzzzzz.
Faz-me zzzzzzzzzzz.
Faz-me zzzzzz.
Faz-me zzzz.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
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F a z.
F a z.
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F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
F a z.
sexta-feira, agosto 12, 2005
Se ao menos a demência fosse cega e real.. sê-lo-ia cegamente...
A arte é real, mas preciso de o ouvir da boca do empírico, sem traições. E saber o que vem a seguir a cada momento de arte, não cortar o guião à tesourada silenciosa, só a parte que diz 'esgotante'. A arte pode até ser vazia, desde que se regenere num contínuo. Não é? Eu cá penso isso. É bom sabê-lo, gentes leitoras?
Já sei, vou criar um blog. Vou continuar a fazer coisas que já fiz, parando o relógio na ânsia de o fazer andar. A minha visão envolve vários frames de relógio por minuto, obsessão? Qual quê.. Essa agora, sem ironia, a sério. Ironia? Qual quê..
Cheiro os vários eu's crónicos, um a um, tentando-me lembrar do perfume sem cheiro. Nada. Às vezes treme-se mais, no frio da liberdade tão aqui mas tão ali. Outras respira-se menos asmáticamente. O céu abre-se em dois ou mais, e vinte e três mundos são eu. Nenhum é meu. Mas exploro, aproveito o enquanto da fresta. Os céus não se abrem assim sem mais nem menos. Prostitutas finas da criatividade.
Alguém que diga que sim? Alguém que diga que não... Alguém que o diga, alguém que diga respeito, alguém que tenha palavra. Sabedoria o suficiente, para não me saber. Sabe a pouco ao ego, enquanto brincam aos sociólogos obstinados, e por isso pouco sociólogos. Mas sociais, na sua delinquência da república ciêntifica, chove-lhes nos espíritos. E a chuva tolda, enquanto molda. Chuva de coisas, de gestos, do típico do atípico, e portanto coisas. Assim os molha a chuva. Um boneco de barro, perfeito ou não, será sempre de barro. Que chova ácida.
Introspecção forçada na sistemática do dia. As vantagens.. quando o forem.
Enfim.
O sabido boceja, cansado de si. Em alternativa, este blog meu: http://espectro-de-gente.blogspot.com
quarta-feira, agosto 10, 2005
Obrigado, mente.
Mini-construções fazem o eu-dia.
Apreciação sem caos pretencioso.
Linhas desalinhadas para bem.
Assentemos pois sem pressa-disparate.
O suave.
Mãos sem pulso, braços sem ombro.
O respirar como coordenação.
O permitir do amanhã.
Vamos sem ir.
Vejamos sem olhar.
Sem artimanhas, no consoante da concepção.
Até um logo.